
Está cada vez mais freqüente a procura por soluções e receitas de qual a melhor maneira de educar os filhos e se relacionar bem com eles. E a resposta é simples: não existe receita. O relacionamento entre pais e filhos é complexo e afetado por muitas variantes como a idade, o ambiente e os valores familiares ou o nível de compreensão entre os próprios pais, só para citar algumas.
Outra variante que devemos prestar atenção é que cada indivíduo é singular. Quem tem mais de um filho sabe o quanto um pode ser diferente do outro.
Filhos diferentes exigem cuidados diferentes e formas diferentes de se lidar com eles, mesmo que tenham o mesmo tipo de dificuldade. Enquanto um pode pedir ajuda em tudo o que faz e comentar todo o seu dia-a-dia, o outro pode se trancar no quarto e não querer conversar até tudo passar. São estilos diferentes, nem melhores, nem piores, apenas diferentes. Os pais podem e devem procurar a melhor maneira de se relacionar com cada um de seus filhos, evitando as comparações, que são sempre prejudiciais.

Talvez essa seja a única receita para melhorar o relacionamento entre pais e filhos: passarem tempo juntos.
Reserve um tempo para conhecer seu filho, as qualidades e defeitos, suas semelhanças e diferenças. Procure saber como foi o seu dia ou o que ele gosta de fazer e participe. Quem sabe até brincarem juntos de casinha ou carrinhos, que tal? Isso fará com que você ganhe a confiança da criança e estabeleça uma relação de amor e respeito com seus filhos.

Toda criança e todo jovem precisa e gosta – por mais que não admita – de limites. Estabelecer limites é também uma forma de demonstrar carinho, que você se importa com a criança. É dever dos pais estabelecer limites aos seus filhos, mostrando-lhes regras e valores socioculturais. Ao fazerem isso, os pais transmitem segurança, proteção e amor, estabelecendo assim um vínculo de respeito. Por outro lado, a criança que não recebe esse estímulo tem atitudes negativas, como exemplo, a birra, que é gerada num momento de desejo, de impulso da criança e que se não atendida pelos pais, ela se joga no chão, bate o pé, grita, chora e até em casos mais extremos a criança chega a agredir os pais.
Entretanto deve-se ter em mente que uma educação severa demais pode gerar filhos tímidos ou reprimidos ao extremo, filhos que não se permitem arriscar por medo da reprovação alheia, filhos inseguros e infelizes.O melhor mesmo sempre foi e sempre será o diálogo, o incentivo, o encorajamento e, acima de tudo, o exemplo.

A criança aprende o que vê. Se você demonstra respeito com ela e com os demais, a criança também demonstrará; se você mente, a criança também mentirá. Cada gesto, cada palavra, cada atitude que tomamos, estão sendo cuidadosamente observadas e imitadas pelas crianças que nos rodeiam.
As palavras ajudam, de alguma forma, mas tornam-se vazias se não acompanhadas do exemplo ou se quem as proferirem não tiver a devida moral para tanto. Parafraseando o poeta americano Ralph Waldo Emerson: 'Quem você é fala tão alto que não consigo ouvir o que você está dizendo’.
A criança aprende o que vê:
Pai, eu estou te observando:
BIBLIOGRAFIA: http://paefilho.blogspot.com/
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