terça-feira, 25 de outubro de 2011

Apresentação

Com este Blog, alguns alunos do Curso Superior de Pedagogia da Universidade de São Caetano do Sul – SP, na disciplina de Educação e Novas Tecnologias, propõem estender à Internet o espaço público de interação e construção de conhecimento com diversas abordagens em torno da Psicologia da Educação, assim como alguns de seus desdobramentos. Este Blog não se destina a apresentar discussões finalizadas em torno de temas tão vastos e complexos. Trata-se, porém, de fazer um registro seletivo das pesquisas e trabalhos desenvolvidos que induza a uma reflexão crítica dentro de um formato proposto pelo curso de Educação e Novas Tecnologias. Abre-se pois um canal de comunicação que exporá de forma sistemática as múltiplas dimensões e aplicações do desenvolvimento cognitivo das crianças na escola.

Vários são os conteúdos desenvolvidos neste blog:

- Como o conhecimento é construído em crianças do Ensino Fundamental I.
- Qual o papel dos pais nessa construção.
- Qual o papel da escola.
- A identificação de crianças hiperativas.
- Filmes e Livros na Educação.
- Brincadeiras e Músicas na Educação.

Desde já, fica o desafio para que deixem os seus comentários sobre os temas cuja clareza deve fazer parte intrínseca da vida de um (a) pedagogo (a), aproveitando os novos formatos e mídias para veiculação de conteúdo acadêmico.

Até breve!
Carol Pecego
Cláudio Marcelo Cabral
Juliana Pereira
Patrícia Sousa
Talita Almeida

Atividades Lúdicas

A música e a dança são formas de expressão corporal, onde são estimulados vários sentidos da criança, tais como: memorização, coordenação motora, concentração e integração.
A música além de desenvolver o ritmo ajuda na fala, pois as crianças conhecem novas palavras e as adicionam ao seu vocabulário. Já a dança, trabalha de uma forma divertida a motricidade infantil.
As brincadeiras também tem seu papel importante. Podemos estimular a personalidade, criatividade, afetividade e interação de cada criança. Infelizmente, muitas vezes as músicas e brincadeiras são utilizadas somente como um passatempo para as crianças porém, o bom profissional sabe fazer delas uma ferramenta para seu trabalho pedagógico, onde pode-se articular o divertimento e aprendizado de forma satisfatória.

Videos


Sugestão de musicas:
O Sapo não lava o pé
A baratinha
Ciranda Cirandinha
O que tem na sopa...

Sugestão de brincadeiras:
Corre cotia
Pega – Pega
Amarelinha
Adoleta

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Músicas na Educação



A música é um meio de expressão de idéias e sentimentos mas também uma forma de linguagem muito apreciada pelas pessoas. Desde muito cedo, a música adquire grande importância na vida de uma criança. Você com certeza deve lembrar de alguma música que tenha marcado sua infância e, junto com essa lembrança, deve recordar as sensações que acompanharam tal execução. Além de sensações, através da experiência musical são desenvolvidas capacidades que serão importantes durante o crescimento infantil.
Em condições normais, os órgãos responsáveis pela audição começam a se desenvolver no período de gestação e somente por volta dos onze anos de idade é que o sistema funcional auditivo fica completamente maduro, por isso a estimulação auditiva na infância tem papel fundamental. Sabe-se que os bebês reagem a sons dentro do útero materno e que a música, desde que apropriadamente escolhida, pode acalmar os recém-nascidos. Vale ressaltar a importância não apenas da música tocada através de um aparelho, mas também ao contato estabelecido entre a mãe e o bebê. Assim, cantar, murmurar ou assobiar fornecem elementos sonoros e também afetivos, através da intensidade do som, inflexão da voz, entonação, contato de olho e contato corporal, que serão importantes para a evolução do bebê no sentido auditivo, linguístico, emocional e cognitivo. Isso ocorre também durante todo o desenvolvimento infantil, pois através da música e de suas características peculiares, tais como ritmos variados e estrutura de texto diferenciada, muitas vezes com utilização de rimas, a criança vai desenvolvendo aspectos de sua percepção auditiva, que serão importantes para a evolução geral de sua comunicação, favorecendo também a sua integração social. Quando estão cantando, as crianças trabalham sua concentração, memorização, consciência corporal e coordenação motora, principalmente porque, juntamente com o cantar, ocorre com freqüência o desejo ou a sugestão para mexer o corpo acompanhando o ritmo e criando novas formas de dança e expressão corporal.Contudo, não se deve esperar que apenas a escola estimule a criança. Deve-se, ao contrário, oferecer a ela um leque variado de experiências musicais para que perceba diferenças entre estilos, letras, velocidades e ritmos (trabalhando assim a atenção e a discriminação auditiva) e permitir que faça escolhas e sugira repetições, o que geralmente a criança pequena faz com frequência, como forma de aprendizagem e recurso de memorização (desta forma ela estará trabalhando a memória auditiva).

No setor linguístico percebemos a possibilidade de estimular a criança a ampliar seu vocabulário, uma vez que, através da música, ela se sente motivada a descobrir o significado de novas palavras que depois incorpora ao seu repertório. Todos esses benefícios são estendidos não só à linguagem falada, mas também à escrita, na medida em que boa percepção, bom vocabulário e conhecimento de estruturas de texto são elementos importantes para ser bom leitor e bom escritor.
E então, você já está pensando em alguma música para cantar junto com seu filho? O importante é respeitar interesses individuais e também específicos de cada fase do desenvolvimento; assim, crianças pequenas podem mostrar maior interesse por temas relacionados a super-heróis, seres mágicos, animais, ou assuntos como amizade, medo etc. Finalmente, devemos lembrar que ouvir música não deve ser uma atividade imposta e sim realizada com prazer, pois somente assim os benefícios serão obtidos de forma natural, como sempre deve ocorrer na relação entre pais e filhos.


BIBLIOGRAFIA: http://upedagogas.blogspot.com/2009/03/contribuicao-da-musica-para-o_21.html

A importância da Leitura




A leitura desenvolve a intertextualidade da criança, dicção, raciocínio e interpretação, ajuda a criança a socializar as situações das histórias com o seu mundo real, além de contribuir para o seu vocabulário e na sua capacidade de comunicação. Além de tudo isso, a leitura contribui para que as crianças soltem a imaginação, elas imaginam personagens, lugares e histórias. A criança lida com finais felizes ou tristes e isso faz com que ela possa lidar com diferentes situações emocionais. Com o incentivo da leitura desde pequena, a criança cresce com mais probabilidade de ter, em sua vida, um vocabulário e escrita muito amplo.

Como deve ser a Leitura

O Adulto deve ser o mediador entre o livro e a criança.
A leitura deve ter entonação e emoção.
Os livros coloridos e dobráveis estimulam ainda mais o interesse de leitura das crianças, para que assim, eles possam perceber que a leitura é desafio interessante e prazeroso.

Algumas dicas para incentivar a criança a ler



- Respeite o ritmo da criança.
- Faça passeios que traga a leitura para o cotidiano.
- Frequente com a criança livrarias e bibliotecas.
- Ajude a criança a ler melhor.

Indicação de livros para leitura infantil
* Grandes Poemas Em Boca Miúda
Organizadores: Laura Sandroni e Luiz Raul Machado
Editora: Arte Ensaio

* Bem Brasileirinhos
Autor: Lalau e Laura Beatriz
Editora: Cosac Naify
* O Menino e o Jacaré
Autor: Mate
Editora: Brinque Book

* Futebol
Autor: Lalau
Editora: Companhia das Letrinhas

* O Pote do Vazio
Autor: Demi
Editora: Martins Editora

* A Fantástica Fábrica de Chocolate
Autor: Roald Dahl
Editora: Martins Editora

* Um Lobo Instruído
Autor: Pascal Biet
Editora: Martins

* O Gato de Botas
Autor: Charles Perrault, recontado por Tatiana Belinky
Editora: Martins

* Bom Dia, Todas as Cores!
Autor: Ruth Rocha
Editora: Quinteto

* Robin Hood
Adaptação: Telma Guimarães M. de Castro
Editora: Scipione

* Aladim e a Lâmpada Maravilhosa
Adaptação: Edson Rocha Braga
Editora: Scipione

* Xerloque da Silva – O Rapto da Dorotéia
Autor: Josué Guimarães
Editora: L&PM


BILBIOGRAFIA: http://educarparacrescer.abril.com.br/blog/biblioteca-basica/2011/01/20/os-melhores-livros-para-criancas-de-5-anos/

Filmes na Educação



crianças

Os filmes na educação é muito importante, pois ele pode ser usado para abordar contextos da sociedade. É muito importante que o professor sempre tenha conhecimento sobre esse tipo de material, ou seja, ele tem que saber do que vai ser tratar o filme, que tipos de temas irá ser abordados. O conteúdo desse filmes pode abrangi vários tipos de temas, pode ser para complementar o conteúdo dado na sala de aula, ou para debates de acontecimentos atuais. Drogas, sexo, saúde, meio ambiente, ou outros problemas sociais. Filmes levados para a sala de aula, pode instigar o pensamento crítico dos alunos e o discernimento das diferentes culturas e sociedades, do mundo atual e de toda a história. Deve-se fazer comentários técnicos para as crianças, por exemplos de roupas, personagens, e caracterização. As crianças devem se divertir, mas também aprender com os filmes, elaborando opiniões críticas, diferenças sociais e emocionais.


crianças

Indicação de Filmes para as crianças:


A Hora do Recreio (Recess: School's Out), EUA, 2001, 95 minutos. Animação. Buena Vista Pictures / Walt Disney Pictures. Direção: Chuck Steetz.

A Língua das Mariposas (La Lengua de las Mariposas), Espanha, 1999, 95 minutos. Drama. Direção: José Luis Cuerda. Elenco: Fernando Fernán Gómez, Manuel Lozano, Uxía Blanco, Gonzalo Uriartez.
- Ao Mestre com Carinho (To Sir with Love), Inglaterra, 1967, 105 min., drama, cor, Columbia Home Video, tel. (0--11) 5503-9800. Direção de James Clawell. Com Sidney Poitier, Judy Geeson, Christian Roberts e Lulu
- Mentes que Brilham (Little Man Tate), EUA, 1991, 99 min., drama/suspense, cor, 20/20 Visin. Direção de Jodie Foster. Com Jodie Foster, Harry Connick Jr., Adam Hann-Byrd e Diane Wiest
- Meu Mestre, Minha Vida (Lean on Me), EUA, 1989, 109 min., drama, cor, Warner Home Video, tel. (0--11) 3845-6777. Direção de Jhon G. Avidsen. Com Morgan Freeman, Beverly Todd, Robert Guillaume e Alan North
- Mr. Holland’s Opus, EUA, 1995, 140 min., drama, cor, Flashstar/Polygram, fax: (0_ _11) 251-1035. Direção de Stephen Herex. Com Richard dreyfuss, Glenne Headl, Jay Thomas e Olympia Dukakis.


BIBLIOGRAFIA:
http://educador.brasilescola.com/orientacoes/filmes-educacao.htm
http://educarparacrescer.abril.com.br/aprendizagem/filmes-educativos-525873.shtml
http://professorjorge.pbworks.com/w/page/18833102/Filmes%20Educativos

Como melhorar o relacionamento entre pais e filhos





Está cada vez mais freqüente a procura por soluções e receitas de qual a melhor maneira de educar os filhos e se relacionar bem com eles. E a resposta é simples: não existe receita. O relacionamento entre pais e filhos é complexo e afetado por muitas variantes como a idade, o ambiente e os valores familiares ou o nível de compreensão entre os próprios pais, só para citar algumas.

Aceitar as singularidades



Outra variante que devemos prestar atenção é que cada indivíduo é singular. Quem tem mais de um filho sabe o quanto um pode ser diferente do outro.
Filhos diferentes exigem cuidados diferentes e formas diferentes de se lidar com eles, mesmo que tenham o mesmo tipo de dificuldade. Enquanto um pode pedir ajuda em tudo o que faz e comentar todo o seu dia-a-dia, o outro pode se trancar no quarto e não querer conversar até tudo passar. São estilos diferentes, nem melhores, nem piores, apenas diferentes. Os pais podem e devem procurar a melhor maneira de se relacionar com cada um de seus filhos, evitando as comparações, que são sempre prejudiciais.

Reserve um tempo para o seu filho

Talvez essa seja a única receita para melhorar o relacionamento entre pais e filhos: passarem tempo juntos.
Reserve um tempo para conhecer seu filho, as qualidades e defeitos, suas semelhanças e diferenças. Procure saber como foi o seu dia ou o que ele gosta de fazer e participe. Quem sabe até brincarem juntos de casinha ou carrinhos, que tal? Isso fará com que você ganhe a confiança da criança e estabeleça uma relação de amor e respeito com seus filhos.

Lidando com o surgimento da autonomia
Quando os filhos são pequenos, os pais sempre decidem ‘o que’, ‘como’ e ‘quando’; ou seja, eles têm total controle sobre seus filhos e tomam as decisões que julgam corretas por eles. A criança vive cômoda e prazerosamente nesta relação de dependência, com suas necessidades básicas satisfeitas e papéis claramente definidos. Mas, conforme os filhos crescem, surge, na maioria das famílias, uma série de conflitos entre pais e filhos. Os pais têm dificuldade em aceitar o crescimento dos filhos. Quantos pais dizem sentir saudades do tempo em que os filhos eram bebê? Muitos pais não se conformam por terem perdido o ‘posto’ de heróis insubstituíveis dos filhos, e não conseguem suportar o olhar crítico dos jovens, pois estes começam a enxergar os pais tais como são: pessoas comuns, com todos os defeitos e qualidades que lhe são próprios. Há ainda pais que passam a controlar exageradamente a vida dos filhos, como se pudessem, com isso, voltar a tê-los como crianças. Esse tipo de atitude autoritarista só gera revolta. Mas não podemos deixar também que os filhos tomem conta da situação, nos tornando permissivos, pois as crianças precisam de regras e limites. Estabelecer limites



Toda criança e todo jovem precisa e gosta – por mais que não admita – de limites. Estabelecer limites é também uma forma de demonstrar carinho, que você se importa com a criança. É dever dos pais estabelecer limites aos seus filhos, mostrando-lhes regras e valores socioculturais. Ao fazerem isso, os pais transmitem segurança, proteção e amor, estabelecendo assim um vínculo de respeito. Por outro lado, a criança que não recebe esse estímulo tem atitudes negativas, como exemplo, a birra, que é gerada num momento de desejo, de impulso da criança e que se não atendida pelos pais, ela se joga no chão, bate o pé, grita, chora e até em casos mais extremos a criança chega a agredir os pais.
Entretanto deve-se ter em mente que uma educação severa demais pode gerar filhos tímidos ou reprimidos ao extremo, filhos que não se permitem arriscar por medo da reprovação alheia, filhos inseguros e infelizes.O melhor mesmo sempre foi e sempre será o diálogo, o incentivo, o encorajamento e, acima de tudo, o exemplo.

Educar pelo exemplo

A criança aprende o que vê. Se você demonstra respeito com ela e com os demais, a criança também demonstrará; se você mente, a criança também mentirá. Cada gesto, cada palavra, cada atitude que tomamos, estão sendo cuidadosamente observadas e imitadas pelas crianças que nos rodeiam.
As palavras ajudam, de alguma forma, mas tornam-se vazias se não acompanhadas do exemplo ou se quem as proferirem não tiver a devida moral para tanto. Parafraseando o poeta americano Ralph Waldo Emerson: 'Quem você é fala tão alto que não consigo ouvir o que você está dizendo’.
A criança aprende o que vê:

Pai, eu estou te observando:


BIBLIOGRAFIA: http://paefilho.blogspot.com/

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Como os pais podem contribuir para o desenvolvimento cognitivo da criança na escola?




A inteligência é um dos aspectos do funcionamento psicológico humano mais estudado pelos psicólogos em todos os tempos. Estuda-se sua estrutura, sua origem, seu desenvolvimentoao longo do ciclo vital, sua relação com o desempenho escolar, saúde, bem-estar social, criminalidade, ingestão de substâncias tóxicas, desempenho no trabalho, dentre outros. A inteligência pode ser entendida, em linhas gerais, como nossa capacidade para resolver problemas, aprender com a experiência, pensar de forma abstrata e compreender idéias complexas.
E por que tal preocupação em se entender a inteligência humana? Porque, tanto cientistas como leigos, reconhecem que a inteligência é a qualidade humana que mais se relaciona com a adaptação e a sobrevivência de nossa espécie aos desafios cotidianos cada vez maiores. Temos plena consciência disso e um dos exemplos é a maneira como nos referimos a alguém que tomou uma decisão inadequada, chamamos essa pessoa de “tonto (termo utilizado antigamente pelos especialistas da área para se referir a alguém com baixa inteligência. Hoje está em desuso.)”. A inteligência permeia todas as nossas escolhas, desde as mais simples, como decidir o que comer no almoço, até as mais complexas, como organizar as despesas da casa em função da renda mensal.
Muito embora a inteligência seja extremamente importante no nosso dia-a-dia, nem todos possuem a mesma quantidade de inteligência. Algumas pessoas pensam rapidamente e resolvem todo tipo de problema com eficiência e acuidade, se destacando em qualquer coisa que façam. Essas são as pessoas com altas habilidades intelectuais. Outras pessoas possuem dificuldades tão extremas na tomada de decisão que isso afeta toda a sua adaptação e convivência social, podemos observar dificuldades para se vestir, alimentar, aprender conteúdos escolares básicos dentre outras. Essas são pessoas que possuem deficiência mental. A maioria das pessoas, contudo, possui uma quantidade média de inteligência, que com dedicação e empenho, podem vir a fazer com que o indivíduo se destaque na escola, na profissão e na vida, em geral.
Essas diferenças intelectuais já podem ser observadas desde quando se é pequeno, e os pais sabem disso muito bem. Eles reconhecem com facilidade quando seu filho possui dificuldades cognitivas ou quando seu filho se destaca. Se tais diferenças intelectuais são observadas desde tenra idade, os pais podem fazer alguma coisa para mudar a inteligência de seus filhos?



A verdade, é que parte do nível intelectual dos filhos é herdada dos pais. Disse parte porque embora pais e filhos se pareçam bastante com relação ao seu nível intelectual, a herança genética para a inteligência não é tão simples como aquela da cor dos olhos ou da cor da pele. Milhões de genes podem ser responsáveis pela inteligência humana e a ciência ainda não conseguiu identificar exatamente quais são eles. Através de estudos de adoção e gêmeos sabe-se que cerca de 50% das diferenças intelectuais entre os indivíduos são herdadas, o que significa que numa sala de 30 alunos, o fato de alguns serem extremamente inteligentes, outros possuírem baixa inteligência e o restante, inteligência média, é 50% determinado pela genética. O restante, obviamente, fica a cargo do ambiente que compartilhamos com os nossos pais e irmãos e daquele que não compartilhamos com eles. Mas isso significa então que não se pode modificar a inteligência?
Embora a inteligência humana seja altamente estável ao longo da vida, ou seja, a ciência psicológica não conhece uma maneira de fazer com que uma criança com deficiência mental se torne um superdotado na idade adulta, o desenvolvimento intelectual pode ser potencializado por ações ambientais, tendo os pais papel essencial nisso. Sabe-se, por exemplo, que as circunstâncias ambientais possuem maior impacto no desenvolvimento intelectual nas primeiras fases da vida, inclusive maior impacto do que a genética. Assim, pois, os pais podem minimizar dificuldades intelectuais futuras oferecendo aos seus filhos uma nutrição adequada, rica em vitaminas e mineral. Estudos feitos no Chile, no Peru e na Espanha mostram que uma dieta enriquecida pode melhorar o desempenho intelectual e, como conseqüência, o desempenho escolar de crianças que passaram por situações de privação quando bebês.
Os pais podem, também, estimular o desenvolvimento de habilidades intelectuais específicas, como a habilidade verbal, o raciocínio matemático e o raciocínio espacial, através da atenção dada à esses aspectos do desenvolvimento por meio de leituras, interações verbais freqüentes, brincadeiras pedagógicas, ajuda nas tarefas de casa; e do devido interesse pelos problemas apresentados pela criança na escola. Além disso, os pais devem estar atentos às amizades dos filhos, uma vez que os grupos de amigos formados na escola, principalmente, ou fora dela, podem tanto melhorar o desempenho escolar da criança quanto fazê-lo despencar progressivamente. Contudo, perceba que ficar atento à isso não é mudar a criança de escola ou de sala dentro da mesma escola, significa monitorar a criança com cuidado, oferecendo benefícios, mas também limites. Ademais, os pais podem sempre estimular o desenvolvimento de um talento de seu filho, lembrando sempre que a criança não é passiva, ela busca maneiras e ambientes que se adéquem às suas características. Assim, uma criança que possua um talento para desenhos pode gastar a sua mesada em livros para desenho ou lápis apropriados para desenhos profissionais e os pais podem incentivar isso colocando a criança em aulas de desenho ou simplesmente valorizando essa habilidade dentro e fora de casa.
Dessa forma, embora a inteligência humana tenha um conteúdo estável, os pais sempre podem colaborar com o desenvolvimento intelectual de seus filhos oferecendo suporte adequado às habilidades manifestadas pela criança, atenção e interesse pela mesma e não negligenciar ou minimizar suas dificuldades.



BIBLIOGRAFIA:
Colom, R. (2008). Nos limites da inteligência: é o ingrediente do êxito na vida? São Paulo: Vetor Editora (Tradução Carmen Flores-Mendoza e Fernanda Maria Franco).
Flores-Mendoza, C. Colom, R. (2006). Introdução à Psicologia das Diferenças Individuais. Porto Alegre: Artmed.